Frase do dia: "Mais depressa se apanha um mentiroso, que um coxo!" [11]

Investigadores encontraram quatro músculos faciais relacionados com as verdadeiras emoções, que podem denunciar culpa ou uma intensa pressão emocional.

A equipa da Universidade British Columbia, no Canadá, concluiu que os mentirosos podem ser “traídos” por subtis movimentos faciais, tais como erguer a sobrancelha ou esboçar um ligeiro sorriso.
Os inocentes, por outro lado, têm tendência a revelar expressões de angústia de forma bastante mais óbvia. 

O estudo, publicado na revista especializada Evolution and Human Behaviour, concluiu que a falta de controlo sobre as expressões faciais revela sentimentos genuínos, muito diferentes dos simulados.
Segundo os psicólogos, a maioria dos humanos consegue controlar os músculos da parte inferior do rosto, nomeadamente para falar ou comer, mas os músculos superiores são difíceis de manipular e manifestam-se involuntariamente.

Leanne Ten Brinke, que liderou o estudo, afirmou que a descoberta revela que as tentativas para encobrir as emoções tendem a falhar quando lidamos com momentos de verdadeira deceção.
“A nossa pesquisa sugere que os músculos faciais não estão completamente sobre o nosso controlo consciente e alguns deles provavelmente trairão um mentiroso, especialmente quando se trata de momentos emocionais muito fortes”, afirmou ao The Daily Telegraph.

“Dicas faciais são um aspeto importante, mas frequentemente ignorado, para avaliar a credibilidade comportamental, especialmente quando o que está em questão são emoções”, acrescentou.
Os cientistas analisaram as expressões faciais de 52 pessoas, metade das quais veio a descobrir-se mais tarde que estavam a mentir – enquanto faziam apelos na televisão de ajuda para encontrar um familiar desaparecido.
Mais de 23 mil fotogramas de vídeos de situações reais foram analisados oriundos da Grã-Bretanha, Canadá e Austrália.

O estudo “Darwin the Detective: Observable Facial Muscle Contractions Reveal Emotional High-Stakes Lies” procurou relacionar as emoções com as expressões faciais, tendo-se verificado que controlar os músculos é difícil em momentos de grande stresse.

Todavia, embora o estudo ajude a identificar um mentiroso, os cientistas ressalvam que “não é tão preciso quanto um nariz de Pinóquio”.
“Nem todos transmitem as suas verdadeiras emoções, algumas pessoas são melhores que outras a adotar expressões falsas, tais como os psicopatas”, concluiu Leanne Ten Brinke.



Ilustração by Mafalda Gomes

Frase do dia: "Não me macem, por amor de Deus!" [10]



"Lisbon revisited", de Álvaro de Campos. Por Francisco Rosa. E desenho digital de António Jorge Gonçalves. 

Música evoca emoções positivas

A música pode evocar emoções positivas, que por sua vez podem reduzir os níveis de stress, dá conta um estudo da University of Gothenburg.

Assim, de acordo com a autora do estudo, Marie Helsing, ouvir música todos os dias, pode ser uma forma simples e eficaz de melhorar o bem-estar e a saúde.
Este estudo contou com a participação de 42 indivíduos, metade dos quais ouviam, de acordo com as suas preferências, 30 minutos de música por dia, enquanto que a outra metade foi submetida a um ambiente relaxante durante o mesmo período de tempo.

Os resultados do estudo mostraram que as emoções positivas foram sentidas mais frequentemente e mais intensamente nos indivíduos que ouviam música. Os participantes deste grupo também sentiram menos stress e apresentaram níveis baixos da hormona do stress, o cortisol. Quanto mais os participantes gostavam das músicas que ouviam, menos stress sentiam.

Contudo, Marie Helsing salienta que “quando se estuda as respostas emocionais à música, é importante relembrar que nem todas as pessoas respondem da mesma forma ao mesmo trecho de música e que a mesma pessoa pode responder de um modo diferente ao mesmo trecho em ocasiões diferentes, dependendo dos fatores individuais e das circunstâncias”.
A investigadora revela ainda que “para obter estes efeitos benéficos da música, tem que se ouvir música que se gosta”.

FONTE: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Ainda sobre as emoções evocadas pela música, António Damásio, neurocientista português, escreve em "Ao encontro de Espinosa", p.138: "Pensemos na facilidade com que escutar Bach ou Mozart, Shubert ou Mahler, nos conduz a uma experiência espiritual."
A magnífica composição: Concierto de Aranjuez, de Joaquin Rodrigo, produz em mim esse efeito...

2.º Movimento do "Concierto de Aranjuez" - Adagio, com performance de Paco de Lucía.

"As pobres de espírito e as outras"

Longe de mim querer dar protagonismo a um texto que condeno da primeira à última palavra. Mas tenho de partilhar com vocês que a minha vontade era sugerir à senhora Margarida Rebelo Pinto o seguinte: "Imagine-se sem matéria. Um círculo difuso. Interrogue-se sobre o que seria de admirar em si. Uma vez que é só espírito, vai ter que pensar em qualidades, princípios morais, carácter e inteligência. Não esqueça que a imagem corporal é apenas uma das dimensões da nossa identidade... 
Pois é, acertou. Existem 'As pobres de espírito e as outras'"

Segue-se o texto mais hediondo que li nos últimos tempos.
"As Gordinhas e as Outras"


(ACHO CURIOSO QUE DEPOIS DE TANTA INSENSIBILIDADE LHES CHAME GORDINHAS E NÃO GORDAS)

"Serve esta crónica para retratar e comentar um certo elemento que existe frequentemente em grupos masculinos e que responde pelo nome genérico de ‘Gordinha’
(...) Ora acontece que a Gordinha é geralmente gorda e sem formas, tornando-se aos olhos masculinos pouco apetecível, a não ser em noites longas regadas a mais de sete vodkas, nas quais o desespero comanda o sistema hormonal, transformando qualquer bisonte numa mulher sexy, mesmo que seja uma peixeira com bigode do Mercado da Ribeira.
A Gordinha é porreira, é fixe, é divertida, quer sempre ir a todo o lado e está sempre bem-disposta, portanto a Gordinha torna-se uma espécie de mascote do grupo que todos protegem, porque, no fundo, todos têm um bocado de pena dela (...)

À partida, não tenho nada contra as Gordinhas, mas irrita-me que gozem de um estatuto especial entre os homens. Às Gordinhas tudo é permitido: podem dizer palavrões, falar de sexo à mesa, apanhar grandes bebedeiras e consumir outras substâncias igualmente propícias a estados de euforia, podem inclusive fazer chichi de pernas abertas num beco do Bairro Alto (...)

Agora vamos lá ver o que acontece se uma miúda gira faz alguma dessas coisas sem que surja logo um inquisidor de serviço a apontar o dedo para lhe chamar leviana, ordinária, desavergonhada e até mesmo porca. Uma miúda gira não tem direito a esse tipo de comportamentos porque não é one of the guys: é uma mulher e, consequentemente, deve comportar-se como tal. E o que mais me irrita é quando as Gordinhas apontam também elas o dedo às giras, quando estas se comportam de forma semelhante a elas.

Ser gira dá trabalho e requer alguma diplomacia. Que o digam as minhas amigas mais bonitas e boazonas que foram vendo a sua reputação ser sistematicamente denegrida por dois tipos de pessoas: os tipos que nunca as conseguiram levar para a cama e as gordas que teriam gostado de ter sido levadas para a cama por esses ou por outros. Uma mulher gira não pode falar alto nem dizer palavrões que lhe caem logo em cima. Já uma Gordinha pode dizer e fazer tudo o que lhe passar pela cabeça, porque conquistou um inexplicável estatuto de impunidade.

Porquê? Porque não é vista como uma mulher? Porque todos têm pena dela? E, já agora, porque é que quando uma mulher está/é gorda nunca ninguém lhe diz, mas quando está/é magra, ninguém se coíbe de comentar: «Estás tão magra!?»
Como dizia a Wallis Simpson: «Never too rich, never too slim». E quanto às Gordinhas, o melhor é arranjarem um namorado. Ou uma dieta. Ou as duas coisas."
Margarida Rebelo Pinto
 in Semanário Sol

Breves Desabafos [1]

Transcrevo parte de e-mail que recebi: “ Liliana, acabo de assistir à EUFORIA de uma mãe quando soube o que fizeste pelo seu filho (rotulado)… Parabéns.”
Como podem imaginar não vou expor o caso. Digo-vos apenas que quando li o e-mail, dada a carga emocional gerada pela situação, não contive as lágrimas.
Respondi:– Fizeste-me chorar. Obrigada pela partilha.”
Novo e-mail:– Pois…também a mãe a mim…Mas já percebi que muitos ventos sopram contra… e já houve quem dissesse: 'A Dra Liliana está louca'.”
Sou louca porque não consigo ficar indiferente ao sofrimento de uma mãe; sou louca porque não resisto a um olhar humilde; sou louca porque acredito que a nossa história não tem de ser, inevitavelmente, linear…
Malditos atalhos cognitivos...
***
"É indispensável que qualquer decisão que tomemos tenha como base uma atitude de humildade, na qual procuramos adquirir o conhecimento necessário para desencadear um pensamento crítico e criterioso, que passa por pôr em questão todos os argumentos que utilizamos e despender o tempo e o esforço necessários para pensarmos por nós próprios de uma forma racional. Porque as decisões devem ser tomadas sem subterfúgios como crenças, demagogias ou uma falsa consciência grupal.
Não estamos apenas a tentar interpretar o mundo e a dar uma mera opinião, mas sim a participar na sua transformação". 
Butterflies & Hurricanes
Publicação completa AQUI

FRASE DO DIA| "Uma mão lava a outra!"

Fotografia by Rafael Peixoto

Como sempre me ensinaram: devemos ser uns para os outros...
Mas muitas vezes me interrogo: "Onde foi parar a delicadeza, a educação, a interajuda e o respeito? Onde foi parar o que nós SOMOS?"...

Mais gentileza, por favor!


19 de Agosto: Dia Mundial da Fotografia.

"Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração." 

 Henri Cartier-Bresson  
(considerado por muitos o pai do fotojornalismo)

Imagem: Gadget-o

E se não existissem espelhos, fotografias, máquinas de filmar e outros artefactos da técnica?!
Só para começar: eu não saberia como sou, como me veem os outros; mas saberia como os outros são e eles não!... 

Querem conhecer Lisboa à boleia de um telemóvel e de um Audi Q5?!

"Se alguém ainda duvidasse da capacidade dos automóveis em serem verdadeiros "veículos de cultura", este vídeo produzido pela "Audi TV" e que pode ser encontrado no seu canal corporativo de vídeo, permite-nos ir à boleia de um automóvel e de um Audi Q5...à descoberta da cidade de Lisboa.

Locais como a Cervejaria Trindade, o restaurante O Tavares, o Elevador do Lavra ou o Elevador de Santa Justa, surgem neste vídeo como pontos de passagem de um estrangeiro pela capital portuguesa que, ao volante de um Audi Q5, procura uma mulher que viu durante uma travessia de barco no Tejo para lhe entregar...um telemóvel."

Adorei!

E para dar cor ao post (!), deixo também algumas fotografias do meu passeio (de um destes sábados), com o meu sobrinho rei pela linda Lisboa...Um Sábado em que decidimos apreciar, relaxadamente, os encantos da nossa capital cheia de cor e luz! E, obviamente, desfrutar da companhia um do outro :)

"Mais Lisboa" em LISBOA Live

Insónia - Das páginas do meu diário [2]


Razão:
O que está a acontecer? Há quanto tempo nos conhecemos?
Como é que os meus olhos que vagos giravam, agora, e depois de tanto tempo, nos dele se fixaram?
Como é que só agora, e depois de tanto tempo, eu o vi?
Diz coração! Como é que tu, sem me pedires autorização, em ti - e pelo que me parece há muito - , o tens alojado? Não, por favor, não me digas que tu "tens razões que eu desconheço"!

Coração:
Não és tu que veneras o improvável?!
Fala-me dele.

Razão:
Admiro-o, sempre o admirei. Tem um trato gentil e correto. Adoro aquele modo amável com que fala comigo (diria sedutor), faz-me sentir especial! Como é fácil roubar-me um sorriso! Um louco! Inteligente. Admiro a sua nobreza de valores.Tem muita graça com o seu ritmo tão peculiar e o seu jeito desajeitado! Gosto dos seus rasgos de humor inteligente e da sua postura descontraída. Valorizo a sua ética. A sua sensibilidade delicia-me. Sim, tem muito charme … Chega! O que pretendes?

Coração:
Afinal, há muito que os teus "olhos o conheciam".
E tudo isso não chega para fazer dele o príncipe com que sempre sonhaste?

Razão:
Não. Faz dele o teu dono, não é verdade?...

Coração:
O improvável mais provável...

Razão:
Será que tudo tem um tempo certo para acontecer?

Coração:
E se acontecer fora desse tempo ficará diferente?!

Razão:
(a refletir...)
E agora, o que faço?

Coração:
Amá-lo mais?!
Mas eu amo-o há mais tempo…(risos) 

Razão:
Cala-te! Estou exausta. Quero dormir.

Coração:
"I just compleletely love him!
And theres´s no rhyme or reason"
Razão:
Cala-te! Por favor... Estou exausta. Quero dormir...

EU TENHO MEDO. Eu, na verdade, tenho muitos medos.




Tenho medo de perder os meus sonhos para uma terra do nunca. Tenho medo do hábito e da rotina. Tenho medo da derrota e da falta de ânimo. Tenho medo da resignação e de tudo o que possa estar previsto "na palma da minha mão". Tenho medo de não reconhecer as “oportunidades”, ou, reconhecendo-as, deixá-las fugir como areia por entre os dedos. Tenho medo de perder e de me perder neste medo.

Em mim vive este desassossego e uma vontade febril de querer o quase impossível...
Almejo o simples, e que o simples me tire o fôlego...

E é esta inquietação que me dá vida!

Em modo de encerramento [E a minha medalha de ouro vai para...]

“ A saúde mental positiva está diretamente correlacionada com o sucesso no desporto” 
(Morgan, 1985)

Os jamaicanos Carter, Frater, Blake & Bolt (que venceram a estafeta 4X100 mais rápida de sempre) são o espelho desta afirmação.
"Quando nos divertimos reduzimos muito a pressão... e assim conseguimos ser mais rápidos...". A verdade é que deram espetáculo, divertiram-se e divertiram...e a brincadeira só parou por 36,84 segundos!!
Vale a pena ver  
AQUI vídeo da RTP. 
É impossível ficarmos indiferentes à boa disposição e ao pensamento positivo destes 4 atletas. Sou Fã!

Assumo, se tivesse de eleger O ATLETA, destes jogos, seria Usain Bolt.
(Não pelo nº. de medalhas, mas pelo atleta em si. Pelas suas qualidades enquanto desportista, pelo espetáculo que proporciona, pela empatia que cria com o público e, acima de tudo, porque "respira garra"!)

ImagemDiario Olimpico

Vou dizer algo que pode  não ser bem aceite, mas mesmo assim arrisco (!): causa-me um nervoso miudinho quando, após um mau resultado, afirmam: "Para mim estar nos Jogos Olímpicos já é um prémio".  Creio que nos falta, muitas vezes, espírito vencedor... Não nos podemos esquecer que o estado português investiu 15,1 milhões de euros que resultou APENAS numa medalha de prata e 9 diplomas.
***

E o que é que os melhores têm (para além das competências desportivas) que os outros não têm?

Níveis elevados de: Autoestima, Autoeficácia, Expetativas e Motivação/Determinação. Qualquer treinador ou atleta sabe reconhecer a importância destes atributos como condição necessária para se competir com êxito e sucesso. “Podes fazê-lo, só necessitas de um pouco de confiança”, é uma expressão muito familiar para os treinadores e desportistas.

O QUE É A AUTO-EFICÁCIA?
Para Bandura, a autoeficácia é a crença de que somos capazes de executar ou atingir determinados níveis de rendimento. É o grau de convicção que o desportista coloca ao executar um determinado comportamento, acreditando que irá ser produzido um determinado resultado. 

O VALOR DA AVALIAÇÃO DAS PRÓPRIAS CAPACIDADES É IMPORTANTE?
Sim, na medida em que as expetativas de eficácia pessoal influenciam a quantidade de esforço a despender.
E o grau de persistência face a obstáculos ou experiências desagradáveis, na realização de tarefas com que o atleta se confronta.

EXPETATIVAS DE EFICÁCIA PESSOAL
Referem-se ao grau de certeza e de convicção pessoal do atleta, de que é capaz de realizar com sucesso os comportamentos exigidos, para produzir um determinado resultado. “Tenho 90% de certeza que sou capaz de ganhar esta prova”.

EXPETATIVAS DE RESULTADO
Referem-se à crença pessoal do atleta, de que um determinado comportamento leva ou origina determinados resultados. “Se ganhar esta prova, serei considerado o atleta mais rápido do planeta (!), por exemplo”.

AUTOESTIMA
O autoconceito é uma descrição do que o indivíduo sente acerca de si próprio; a autoestima dá um valor a esses sentimentos, representando uma autoavaliação da sua forma de ser ou estar; ou seja, a autoestima é o constructo que melhor representa o bem estar psicológico do sujeito.

O QUE É A MOTIVAÇÃO
É muito fácil um atleta sentir-se motivado quando os seus objetivos são atingidos (bons desempenhos desportivos, ausência de lesões, vitórias); difícil é continuar motivado quando as expetativas não são cumpridas, ou no surgimento de adversidades (injustiças, frustração, lesões graves).

MAS O QUE SIGNIFICA ESTAR MOTIVADO
A motivação é o processo de ativação que ajuda a dirigir e a manter o comportamento; é a tendência para lutar pelo sucesso, de persistir face ao fracasso e experienciar orgulho pelos resultados conseguidos; é a direção (”sei o quero fazer, ter ou conseguir”) e intensidade (“envolvo-me com diferentes graus de intensidade, na direção que selecionei para a minha ação”) do esforço de um indivíduo.

"Race, life’s a race 
And I am gonna win 
Yes, I am gonna win 
And I’ll light the fuse 
And I’ll never lose 
And I choose to survive”

 (Survival-MUSE)

Ode à Amizade

Nem demais e nem de menos. 
Nem tão longe e nem tão perto.
(...)
Sem tirar-te a liberdade
Sem jamais te sufocar.
Sem forçar a tua vontade.
Sem falar quando for hora de calar.
E sem calar quando for hora de falar.
Nem ausente nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo
(...)
Espero conseguir acertar as nossas distâncias.
(Fernando Pessoa)
"A intimidade extrema não é a situação ideal para duas pessoas que se querem dar bem. A proximidade excessiva dá sempre origem a que as pessoas se magoem.
A independência e a distância que advêm do respeito são essenciais para a dignidade pessoal do indivíduo, e este respeito deve ser mantido até com as pessoas que nos são mais próximas.
Devemos manter uma distância adequada e concedermos uns aos outros espaço para respirarmos. Isto assemelha-se ao estado Budista Zen a que chamam “a flor que não está totalmente aberta, a lua que não está totalmente cheia”. Este é o melhor estado que pode existir entre as pessoas. Assim que uma flor se abre completamente começa a murchar; assim que a lua fica completamente cheia começa a minguar. Mas quando a flor não se encontra totalmente aberta nem a lua completamente cheia, ainda sentimos a antecipação e temos algo que desejar.
O mesmo acontece sempre com os amigos e a família. Ao conceder-lhes espaço descobrirmos que novos horizontes se abrem diante dos nossos olhos..." - Butterflies & Hurricanes

Frase do dia: "We Believe!" [4]

Me, Mary & Ed

Pulseira BELIEVE - criada em exclusivo para a APCL – Associação Portuguesa Contra a Leucemia



Os lucros da venda desta pulseira revertem para a APCL, para apoiar ainda mais doentes e respetivas famílias.



A pulseira é ajustável e está disponível em 4 cores: turquesa, rosa, verde e laranja. O preço é 5€ já com portes de correio incluídos para Portugal. As encomendas são feitas com a APCL em http://tinyurl.com/apclwebelieve ou através do email believe@apcl.pt.

Frase do dia: "Hoje, deste-me um beijo... e eu acordei." [3]

Foi sempre assim no dia de hoje...no dia do meu aniversário.
Ter-te ao pé de mim é o meu sonho mais feliz, mas, tal como muitos sonhos, não passa de um sonho, ou será que não?...
Afinal, eu sinto-te. Fecho os olhos e...
Vejo o teu sorriso, as tuas mãos, o teus modos delicados; 
Oiço a tua voz; 
Sinto o teu cheiro, o teu abraço...
Afinal, tu continuas a inspirar-me, a dar-me paz… aquela paz de que tanto necessito…
Afinal, eu guardo em mim tudo aquilo que ouvi, pensei, senti, amei, vivi e aprendi contigo…
Afinal, continuas a ajudar-me a abrir caminhos, a dar força ao meu hoje e a gostar da vida…
Nunca te disse adeus, pois quem sabe talvez um dia...
… lá longe, no infinito...

PS: Também de AMO, Mamã.

Thank you :)



Inesperadamente, o Blog  Chris Ed atribuiu ao Butterflies & Hurricanes 3 simpáticos prémios, podem ver Aqui

Thanks, Chris!

Não sou previsível, sou uma louca.

Episódio (enquanto comprava uma TV):
Funcionária: Se pagar mais 20€ a garantia prolonga-se por mais 2 anos.
Enquanto "processava a informação"(!!), a funcionária acrescenta: Mas toda a gente prefere pagar os 20€, compensa…”

Tudo estragado, “TODA A GENTE”. Claro está que o meu mau feitio levou-me a que não optasse por prolongar a garantia. É que eu não suporto este tipo de argumentos: “…Toda a gente conhece!”;“…Toda a gente faz!” “…Toda a gente tem!”; “…Toda a gente vê!”…Mas que chatice, não estou interessada no que toda a gente tem, veste, vê, pensa, ouve, faz, … Estou, sim, interessada naquilo que eu gosto, naquilo que eu quero, naquilo que me faz feliz…e, acima de tudo, naquilo que eu penso!

Isto não quer dizer que eu seja uma anti-social ou que pense que sou dona da razão (aliás, também acho uma chatice a quem tem uma opinião formada acerca tudo e nunca se contradiz!!). Nem sou propriamente do contra, mas incomoda-me seguir a norma, a maioria, as modas, as tendências… E, principalmente, detesto sentir-me manipulada.

Basta perdermos alguns minutos nas redes sociais para percebermos como nos tornámos demasiadamente previsíveis, uniformes…Não acredito que seja possível gostarmos todos do mesmo … A verdade é que somos manipulados, inconscientemente ou não, e deixamo-nos levar pela “norma”… E assim nos tornámos uns "chatos" (por vezes até numa espécie de andróides)!

Tudo isto se justifica pela necessidade imperiosa do ser humano ser aceite, sentir-se integrado… O desafiar a norma cria ansiedades, é mais confortável segui-la… Mas se pensarmos naqueles que marcam a diferença, quem são eles?…São precisamente aqueles que ousam desafiá-la, que ousam contrariar axiomas,...!
Mas não há dúvida...um "contra" todos é muitas vezes encarado como “louco”. 
Admito. Não sou previsível, sou louca, e "com todo o direito a sê-lo"!

Que associações fazem com a palavra Férias?!

Existem algumas associações bem interessantes com a palavra férias. 
Antigamente às férias associávamos o descanso, a calma, a sesta, a conversa, a narração de histórias, a reflexão, os passeios, o tempo livre ou os passatempos.

Nos dias de hoje os conceitos associados às férias são bem diferentes: descanso ativo, ocupação dos tempos livres e outros semelhantes, que remetem para a necessidade imperiosa de ocupar ativamente o tempo de forma continuada e permanente.

Não é por acaso que ouvimos sistematicamente os regressados de férias dizerem que necessitavam de férias das férias, pois encontram-se mais cansados no final das férias do que no seu início…

Mas férias são férias. Nas férias temos disponibilidade para estar com as pessoas que nos são mais próximas e queridas. Podemos criar momentos especiais de partilha e convivência. Podemos realizar atividades em conjunto, ou aproveitar para descansar. Podemos fazer com que as férias sejam apenas e só férias, e não uma forma frenética de ocupar o tempo e uma fuga do encontro connosco e com os outros.

Independentemente das associações que façam, se estão de férias (por aqui...trabalha-se!),tentem, acima de tudo, afastar de vocês tudo o que vos possa travar o sorriso!

Bird Gehrl - Antony & Johnsons


"Belíssima, a voz do Antony. Têm várias canções de deliciar os sentidos, mas para mim nenhuma bate Bird Gehrl...(Talvez porque nos meus sonhos tenho asas...)"

Porquê? Porque sim!...

Em regra, é por volta dos 3-4 anos de idade que se inicia a “fase dos porquês”. E, como é óbvio, está relacionada com a curiosidade da criança em querer saber como tudo acontece.
Porquê?!

Porque esta fase está intimamente ligada à construção da identidade, ou seja, a criança inicia, por esta altura, o seu processo de auto-descoberta, começando a ter noção do seu próprio “Eu”, e, também, da importância daquilo que consegue fazer, daquilo que vê e ouve. Com esta descoberta, os pequenos começam a perceber a sua realidade envolvente e dão ênfase aos porquês de tudo. 

É habitual questionarem-nos repetidamente e encadearem um porquê a outro porquê. Não desesperem!! Aliás, é fundamental ter paciência e respeito por toda essa curiosidade e, na medida do possível, ajudar a esclarecer todas as dúvidas.
Porquê?!

Porque é essa curiosidade, essa tentativa de compreensão do mundo que levará a criança a fazer novas descobertas, “aguçando” a sua perceção, o seu gosto para o aprender.
Se a criança é tolhida pelo adulto, no momento em que faz perguntas, poderá perder o interesse, a vontade de descobrir coisas novas, ficando paralisada no seu processo de aprendizagem por medo ou insegurança.

Uma estratégia para amenizar as perguntas é devolvê-las para que a própria criança tente explicar, ou utilizá-las em momentos em que esta não queira obedecer. Por exemplo, quando diz que não quer tomar banho a mãe poderá perguntar-lhe o porquê, e, assim, mostrar que nem tudo pode acontecer da forma como ela deseja.

E à medida que vai compreendendo o mundo que a rodeia esta fase desaparecerá, tal como surgiu…sem nos darmos conta!
Sobrinho & Tia @ Parque
E quando "Porque sim" é a melhor resposta, ou a mais conveniente!!


Uma das muitas conversas dos porquês com o meu sobrinho (de apenas  2 anos e 4 meses, mas já na fase dos porquês...é verdade!)
Eu: És muito malandro.
Ele: “Poquê”
Eu: Porque só fazes malandrices (e dei exemplos, muitos!!)
Ainda Eu: Explica-me porque és tão malandro?
Ele: “poque xim”
Eu: Isso não vale, tens de me dizer porquê!
Ele: “Já dixe, POQUE XIM”...

SUGESTÃO:
Lourenço, O. (2007). (2007). Psicologia de Desenvolvimento Cognitivo. Teoria, dados e implicações (2ª ed.). Coimbra: Almedina.

Frase do dia: "A união faz a força!" [2]

O Meu Mundo em Poemas [4]

Foto by Rute Melo
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim.
Conheço-me e não sou eu.
Fernando Pessoa


Também eu invejo a simples felicidade que existe quando se vive plenamente as coisas sem pensar...
Mas eu penso e sinto tudo demais...

Stresse [3]

A ansiedade não se evita: pelo contrário. A melhoria nos vários domínios da nossa existência implica que saibamos desenvolve
r estados de ansiedade.
Os fatores que interferem nos níveis de ansiedade são: genéticos e comportamentais, designadamente os alimentares e os ambientais.

Fatores Genéticos
Exemplo: Há um gene, no cromossoma 11, que pode controlar o desejo de emoções fortes, denominado D4DR. O efeito deste gene está relacionado com uma substância química específica existente no cérebro, a dopamina. O cérebro da maioria das pessoas é muito sensível a este neurotransmissor. 

Pessoas que têm genes D4DR “longos” têm um baixo grau de resposta à dopamina, razão porque necessitam de fazer uma abordagem mais aventureira em relação à vida para terem a mesma “estimulação” pela dopamina que as pessoas com genes de versão “curta” têm com coisas simples.

Todos conhecemos pessoas que experimentam seja o que for e outras que, pelo contrário, são apegadas ao seu modo de estar e têm relutância em experimentar algo de novo.
Portanto, não se pode generalizar afirmando que o stresse (strech) “mata”. Cada pessoa tem as suas características genéticas, que lhe permitem ter um modo de vida diferente…

"A" em Queda Livre... É mesmo preciso um "D4DR longo"!!

Fatores Comportamentais
Exemplo: No pico da II Guerra Mundial, em Londres, a cidade foi devastada por bombardeamentos. Com os níveis de ansiedade ao máximo, o conhecimento convencional esperaria observar um aumento de problemas como as doenças cardiovasculares. Mas, a investigação realizada descobriu uma informação surpreendente: aquelas doenças diminuíram em quase 50% nesse período. Estranho?!

Com o aprofundar da investigação descobriu-se que o racionamento tinha forçado os britânicos a alterar radicalmente os seus hábitos alimentares e de exercício: não conseguiam obter carne de vaca, ovos, manteiga; tinham de ingerir uma dieta pobre em gorduras; não tinham petróleo e tinham de andar muito. Chegaram à conclusão que, apesar da ansiedade, se a dieta for adequada e se existir um programa de exercícios, então a taxa de doenças cardiovasculares tem tendência para diminuir.

Bem, resta-me acrescentar o seguinte: a ansiedade é tão perigosa quanto o oxigénio, que é essencial à vida, mas em doses excessivas pode ser letal!
 (Continua)

Stresse [2]



Fotografia by Rafael Peixoto, profissional com quem vou poder contar para ilustrar algumas das minhas publicações. Um privilégio :)
Podem conhecer um pouco mais do seu trabalho AQUI. - Luz, a essência da imagem
***

Stresse ou Strech?

Stresse é um termo da física e significa pressão. Traduz a força exercida, por um objeto ou substância, numa área em que esteja em contacto.

Exemplos: num estádio de futebol, uma bancada pode entrar em stresse pela força sobre ela exercida por parte da sobrelotação de espetadores.Também a pressão atmosférica resulta do stresse exercida pelo ar.
Portanto, é um erro de semântica o significado atribuído à palavra stresse (em psicologia usado como sinónimo de ansiedade e tensão).

Pensa-se que este erro seja devido ao seu autor, Hans Seyle (austríaco??) que, provavelmente pouco fluente da língua inglesa, quando pretendia dizer “strech” disse e escreveu “stress”. De facto, a palavra correta é “strech”, que significa extensão. Ou seja, é o ato de se estender, esticar, prolongar, exagerar que, excedendo o limite, pode esgotar as foças e enfraquecer ao extremo.